CãoParasitária⚠ Zoonose

Leishmaniose Visceral Canina

Também chamada: Calazar

Doença parasitária crônica transmitida pelo mosquito-palha. Zoonose importante no Brasil. Cães são o principal reservatório urbano.

Sinais clínicos

  • Emagrecimento progressivo
  • Onicogrifose (unhas longas e curvadas)
  • Lesões de pele e alopecia
  • Epistaxe (sangramento nasal)
  • Ceratoconjuntivite
  • Hepatoesplenomegalia
  • Linfadenomegalia
  • Insuficiência renal crônica

Diagnóstico

  • Sorologia (RIFI, ELISA — teste oficial do MAPA)
  • PCR na medula óssea, linfonodo ou pele
  • Citologia de medula óssea

Tratamento

Miltefosina (Milteforan®) — único aprovado no Brasil. Associado a domperidona e suporte renal. Não cura, mas reduz carga parasitária.

Prevenção

  • Vacina LeishTec® (única aprovada no Brasil)
  • Coleira com deltametrina (Scalibor®)
  • Telas de malha fina nas janelas
  • Evitar atividades no crepúsculo
Agente etiológico: Leishmania infantum (sin. L. chagasi)
Prognóstico: Doença crônica controlável. Com tratamento e suporte adequados, muitos cães vivem anos com qualidade de vida.

Perguntas frequentes

Leishmaniose em cachorro tem cura?

Não tem cura — é crônica e controlável. O tratamento reduz a carga parasitária e melhora os sinais clínicos.

Cachorro com leishmaniose pode viver com a família?

Sim, com segurança. O cão não transmite diretamente — só pelo mosquito-palha. Use coleira repelente.

Leishmaniose é obrigatório eutanasiar o cão?

Não. A resolução CFV 1000/2012 garante ao tutor o direito ao tratamento.

Vacina contra leishmaniose canina funciona?

LeishTec® reduz a carga parasitária mas não oferece proteção de 100%. Use em conjunto com outras medidas.

Suspeita de Leishmaniose Visceral Canina?

Consulte um médico veterinário. Use o diretório ConectaVet® para encontrar profissionais habilitados.

Conteúdo educativo. Não substitui consulta veterinária presencial. Responsável técnico: Prof. M.V. Flávio Nunes — CRMV-RJ 7803.